A Comunicação que fala pelo cotovelo…

0 Postado por - 5 de janeiro de 2016 - Comunicação Corporativa

Ei, olha essa coluna.  Moço, conserta esta gravata!  Senhora, posso oferecer um copo d´água neste dia quente?  Mããããããããe, eu sempre soube que você amava mais o Juninho do que a mim…

Eu posso apostar o soldo deste mês que o leitor conseguiu imaginar cada cena dessas através da expressão dos personagens dos episódios imaginários que você criou aí, na sua caixinha.

Tão simples quanto criar um milhar de takes destes é cada um de nós desenharmos automaticamente uma expressão física se oferecido um contexto qualquer.  Por exemplo, se eu escrever aqui, assim, bem de repente: “Ai, ai, meu dedinho; esta mesinha de centro sempre esteve aqui neste lugar?”, você que nunca me viu mais magro vai criar uma imagem que denota esta circunstância: curvando-me, arregalando os olhos, chacoalhando a mão para demonstrar minha dor e muitos outros trejeitos que sua criatividade (e registros) puder tecer.

É uma – porque há muitas outras – das comunicações não verbais, que podem ser planejadas ou não, isto é, intencionais ou involuntárias.  Em todos os casos, assim sem-querer-querendo, suas ações, expressões, modos, comportamentos, condutas, procedimentos e tudo o mais que foge à palavra oral pode e será usado contra você no julgamento final!  E como em comunicação tudo, quase tudo!, tem um paralelo com o ambiente organizacional, cuidado para sua empresa não estar apregoando mais do que foi planejado ou menos do que foi traçado!

A importância da comunicação verbal é, pasme, bastante relativa: “apenas” 35% do significado social de um diálogo correspondem às palavras pronunciadas, sendo 65% do conteúdo percebido através dos canais de comunicação não verbal (RIBEIRO, 2013).  Essa estatística sempre muda muito, mas em todos os lugares que pesquiso, a intenção (não verbal) “diz” mais que a mensagem.  É verdade, mesmo, quer ver: grite “eu te amo” e balbucie carinhosamente num abraço “eu te odeio”.  Não combina!  No primeiro caso assusta e, no segundo, dissimula.  Nestes e em muitos outros casos o que se fala perde força para o como se diz!

Por isso, neste ano que se aflora, cuidado com a coluna (vertebral!) no ambiente de trabalho.  Ajeite a gravata ao querer impressionar aquela companhia.  Seja sutil com a “mocinha” que adentrou na menopausa e deixa de bobagem que mãe ama “tudo” igual.

Excelente ano novo, gritado e sussurrado, para você e para sua família.

João Ribeiro


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