Humanizar para alcançar – a Comunicação Interna como instrumento de construção

0 Postado por - 14 de abril de 2016 - Comunicação Interna

É velha a discussão que tenta enquadrar – e rotular – a comunicação interna e suas diferenças para o endomarketing.  Há divagações e até algumas ideias bem estruturadas, mas superficialmente, sem querer entrar no mérito da discussão (sinceramente, comunicação é comunicação, o pessoal gosta de inventar neologismo para cobrar mais cara a consultoria!) a comunicação interna tem um caráter informativo para seu público interno e até mesmo um viés administrativo (embora também haja a comunicação administrativa propriamente dita, para aquelas companhias que compartimentalizam bastante seus canais) e o endomarketing é o discurso com o qual a organização quer se “vender” para o público interno, ou seja, como sugere o nome, tem mais “marketing” no speach.

Mas…, seja comunicação A, B, ou C; intra, supra, exo, endomarketing ou qualquer outro neologismo para troca de informação, a embalagem é o que menos importa, se o conteúdo não for adequado.  É bacana demais uma newsletter toda transadinha.  Mas qual a mensagem RE-LE-VAN-TE ela carrega?  O que a comunicação da sua organização transmite para o seu empregado, colaborador, funcionário ou qualquer outro eufemismo da moda, que vá torná-lo melhor para si e para sua família?  Não podemos querer que a comunicação organizacional somente “favoreça” o universo corporativo.

A empresa que olha para si para falar do mundo dá um passo importante na transformação das vidas daquele círculo, mas a que olha para o mundo para falar de si é capaz de mudar comportamentos, ampliar horizontes na vida dos seus.

No diálogo com nossos pares temos de olhar para os CPFs como protagonistas de suas próprias histórias e não apenas um conjunto que forma o CNPJ .  A organização humana é solidária, fomenta as potencialidades do indivíduo, porque entende que não precisa prendê-lo a todo custo uma vez que oferece as melhores condições para o seu desenvolvimento.  E quando isso não puder mais ocorrer, que o liberte para novos voos, incríveis desafios fora da nave-mãe.  Se todas as companhias pensarem dessa forma, haverá profissionais sempre disponíveis – e dispostos – para todos os cargos em todo lugar.

Melhor do que disparar um sem número de informações para o seu público-alvo interno, é enviar as mensagens que podem realmente contribuir para a felicidade de cada um, seja no âmbito corporativo, seja no campo pessoal.  Carinho, respeito, compaixão são ingredientes cujo excesso não faz mal a ninguém.  Não é difícil, é só entender que quem lê nossas palavras são HUMANOS, como nós.

Humanize já!

João Ribeiro


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